A derrota por 4 a 1 para a Argentina , na noite de terça-feira (25), pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, gerou uma onda de críticas ao desempenho da Seleção Brasileira. Entre os mais enfáticos estava o narrador Galvão Bueno , que não poupou palavras para descrever a atuação brasileira como “profundamente lamentável”. O veterano comentarista também cobrou mudanças urgentes no comando técnico da equipe.
Galvão Bueno faz duras críticas à atuação brasileira
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Galvão Bueno foi direto ao avaliar o jogo:
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“Transmiti mais de 40 anos de seleção brasileira. Fora aquele 7 a 1 na semifinal da Copa do Mundo aqui no Brasil, em 2014, nunca vi a seleção jogar tão mal.”
O narrador comparou as duas seleções durante a partida e destacou a superioridade argentina:
“Muito simples falar do jogo. De um lado, um time bicampeão da Copa América, campeão do mundo, sem dois atacantes titulares, Messi e Lautaro, mas bem treinado, aplicado em cada lance, com muita intensidade, ótimos jogadores de meio-campo, uma boa defesa, ótimos atacantes. Do outro lado, desculpa, Dorival, eu não gosto de pedir cabeça de técnico, mas era um time que parecia um bando, juntando um jogador daqui, com outro daqui, outro de lá, e sem fazer nada.”
Setores da Seleção Brasileira em colapso
Galvão apontou falhas graves em todos os setores da equipe brasileira:
“A defesa: um horror. O meio-campo, mais uma vez, e fora o Gerson, que joga no Flamengo, todos os meias do Brasil jogam em times pequenos ou médios. Isso nunca aconteceu na história do futebol brasileiro. E lá na frente ninguém resolveu nada.”
Ele também criticou a falta de padrão tático e coletividade, reforçando que o time brasileiro pareceu perdido em campo:
“Parecia um time profissional jogando contra um time de amadores. Triste. Profundamente lamentável.”
Provocações antes do jogo e clima tenso
O narrador questionou as declarações inflamadas de Raphinha antes do clássico, que prometeu marcar gols e até dar “porrada dentro e fora de campo” contra os argentinos. Galvão destacou como essas falas criaram um clima desnecessário:
“O Raphinha, claro, era evidente que De Paul e outros jogadores experientes, mais duros e firmes, da Argentina, fossem para cima dele, para cima do juiz. Qual é a vantagem, Romário, de você mandar dar porrada? Qual é a vantagem, Raphinha, de você dizer ‘vamos dar porrada dentro e fora de campo se for necessário’? Criou-se todo um clima.”
Responsabilidade da CBF e futuro incerto
Galvão também direcionou duras palavras ao presidente da CBF , Ednaldo Rodrigues , acusando-o de inação e má gestão:
“Ednaldo, você é presidente da Confederação Brasileira de Futebol, vai ser reeleito agora porque os presidentes de federações barraram a tentativa do Ronaldo, você jogou um tempão fora. Ficou esperando o Ancelotti que não viria nunca, depois colocou um técnico tampão, para depois vir com outro, nada dá certo, nada funciona. Que futebol brasileiro é esse? Que coisa horrorosa, que tristeza.”
O narrador reiterou a necessidade de mudanças imediatas:
“O que vamos fazer agora? ‘Tem que esperar… Ah, mas o Neymar pode se recuperar, pode voltar…’. Se tiver bem, tem que jogar. Se não tiver bem, não pode sequer ser convocado. Tem que começar de novo. Já. Imediatamente.”
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